"...E de súbito, instantâneo demais para perceber, tinha perdido as palavras. Esqueceram-se nos pensamentos tão longos, na saudade tão presente, na nostalgia de cada entardecer. Fogem agora sempre antes que possa usá-las, talvez com medo de outra vez não serem suficientes. Enlouqueci, depois chorei, e agora espero. Aproveito a estranha realidade de carregar uma vida inteira dentro de mim enquanto ser algum sequer suspeita dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros. Enquanto a voz não quer sair, me despreocupo. A vida é tão rara."

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