Vitórias, derrotas, experiências, lucros, negócios, decepções, paixões quase amores, amores que não se calam, vivências, sofrimentos, alegrias e uma adolescência à flor da pele também "fartaram" um ano sem nome, nem sobrenome.
Tentar definir, elevar a qualidade do "saber o que quer", sem dizer uma palavra que chegasse a um denominador comum, isso pairou na consciência insana de um mortal que vaga.
"Deixar fluir", ignorar o que não acrescenta, preservar o bem-estar e a sociabilidade, ajoelhar-se e pedir esperanças novinhas em folha, agradecer a Deus por absolutamente tudo e entregar a ele nossos caminhos, isso quantificou mais um registro.
Deixando a lágrima cair, é a dor que assola, é a busca de arrumar os sentimentos numa estante linear e exata, ladeada de abismos...me desespero quando vejo que esta estante não existe, é mera ilusão dos que "cedem" e pagam o preço.
Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.
Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo, esperando e renovando tudo que há de mais especial, corrigindo erros, repetindo os acertos e crescendo com meu eu.
O amor?!Ah, o amor...não nego minha loucura. Como já dizia Bernières: "o amor é uma loucura temporária, ele irrompe como vulcões e depois desaparece. (…) O próprio amor é o que sobra quando estar apaixonado já foi, é uma arte e um feliz acidente."
Que 2012 traga consigo saúde, paz e todas as renovações que já buscamos.
Rebeca Diógenes.

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