.:meu eu:.

Minha foto
"Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna". De nada mais sei...senão que existir é incompreensível e encantador. Escrever é um momento de lucidez e prece, uma forma de levar o coração para pegar sol na busca de fazer florescer o que mais nos importa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

close your eyes.


É que chega uma hora que eu tenho cada vez mais menos respostas, cada vez mais menos perguntas para os entraves da vida e, consequentemente cada vez mais menos certezas, pois quanto mais o tempo passa, mais eu fico menos à vontade para alimentar dor...e o amor! Ah o amor, esse ainda to elaborando projeto mirabolante para manuseá-lo, mas não passo de uma pequena aprendiz, sempre entrego as armas diante de sua perspicácia.
Você que surge, se encontra do lado esquerdo e se torna aquilo que chamamos de amor, isso...você que tira o sono, o fôlego e acalenta o dormir, você que arranca o riso mais gostoso e equilibra a lágrima mais dolorida.

É isso que dá viver de surpresas, à mercê de batalhas derrotadas pela plenitude do amor que  desbasta o ego. Enxuga excessos. Delata as mínguas. Transforma as mágoas. Destrona arrogâncias e idealizações. Desmancha certezas e tece oportunidades. Bagunça a autoimagem todinha, piedade zero, culpa nenhuma. O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir. Faz tempestade um monte de vezes pra dizer também céu azul um monte de vezes depois.

O amor nos revista, inteiros, pra retirar relógios, calculadoras, roteiros, estratégias, controles, defesas; não raro, escondidíssimos. Diz nas sutilezas. Diz preciosidades que, mesmo às vezes bem baixinho, conseguimos ouvir e reconhecer, por mais cético e assustado que tenha se tornado o nosso coração. 

O amor nos molda a cada movimento também para a liberdade de acolher o imprevisível, o inimaginável, o inevitável, o aprazível. Para querer ser e querer sinceramente que os outros também sejam. Ele nos torna mais sensíveis à alegria e à dor de toda gente, inclusive, principalmente, às nossas. Faz com que a gente se sinta parte da família humana. Conta que aquilo que procuramos, amiúde, num mundaréu de lugares, esteve o tempo todo, primeiro disponível, onde raramente buscamos. Reinventa-nos para nos tornar mais parecidos com nós mesmos, o máximo possível a cada instante. Dia após dia da nossa prática. Com medo e tudo.

É isso, viver de amor...mesmo sabendo que a saudade não sossega. Je T'aime.
"That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you're the blame..."
Bom dia!!!

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

Parabéns pela postagem!