.:meu eu:.

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"Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna". De nada mais sei...senão que existir é incompreensível e encantador. Escrever é um momento de lucidez e prece, uma forma de levar o coração para pegar sol na busca de fazer florescer o que mais nos importa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

outonos...

Há quem diga que o improvável sempre acontece! Verdade, e acontece de uma forma abrupta e demente.
As etapas da vida nos põe entre escolhas um tanto quanto insípidas, inodoras e incolores, por serem "obrigações" à serem seguidas. Busca-se a felicidade na ponta dos dedos ou entre os dentes, amordaçadas pelo medo da solidão ou do vazio que assola.
Escrevo como se estivesse desabafando, pensando com o coração e agindo com a cabeça...é uma espécie de "racionalização inconsciente".
O que se faz agora, se já sabemos tudo?! Ou achamos que sabemos?! É a vida tirana, é o mundo podre, são barbáries que perseguem os seres desprevenidos, mas...que tipo de proteção é ideal?!Impermeabilizar o coração?Ah querido, nem tente...é só lembrar do cheiro que ficou, das ligações no meio da noite, das conversas sem nexo, de todas as aventuras que ilustram uma historinha quase perfeita...tudo vem à tona como um passado breve que ainda atormenta, coisas da vida.
Não estamos mais em época de refúgios, não temos mais o que perder, principalmente o precioso tempo, as horas correm, e ter você aqui já não será mais o grande desejo que buscava horas atrás, não é bipolaridade, é sede de descobertas que nos transporta para o lado de lá, talvez seja consequência de uma ausência aproximada, ou de uma distância buscada...o que de fato alimenta e atrai já pode dissipar-se numa tarde de quarta feira, isso é o chamado descartável uso do sentimentalismo de si mesmo, que nos leva a acreditar, mais uma vez, que tudo acontece com um propósito e ser feliz é realizar-se diariamente!
Boa noite.
Rebeca Diógenes

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